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Sexta-feira, Junho 23, 2006
Posted
4:17 PM
by ALESSANDRO EUGENIO
Harmonia funcional 1
Introdução
A harmonia funcional é um campo da música que estuda os acordes, a relação entre eles e a função de cada um dentro da música.
Aprender harmonia funcional é muito importante, pois assim teremos o conhecimento teórico do que acontece numa música em termos de harmonia. O baixista é muito conhecido por se importar somente com a tônica do acorde, e ignorar o resto. Queremos tirar essa visão, e poder explorar cada acorde da melhor forma possível, aproveitando todos os seus graus.
Terei como objetivo apresentar os conceitos devagar, sem muita pressa, para que vocês possam aproveitar melhor e aprender mais. Hoje iniciaremos com o conceito de intervalos.
Propriedades da música
Todo e qualquer som musical possui quatro propriedades básicas:
Duração: é o tempo de produção do som. Duas notas iguais podem ser diferenciadas de acordo com o tempo de duração de cada nota
Intensidade: é a propriedade que o som tem de ser mais forte ou mais fraco. Duas notas se diferenciam de acordo com o volume em que a nota é ouvida.
Timbre: é a qualidade do som, que permite reconhecer sua origem. Trata-se da diferenciação do som pela fonte que esta executando o som. Por exemplo, um violino terá um timbre diferente do de uma tuba.
Altura: é a propriedade que o som tem de ser mais grave ou mais agudo. Diferença entre um dó e um mi.
Quando pensamos em intervalos, pensamos no conceito de altura de uma nota.
Intervalos
Se eu toco um dó no meu baixo, e em seguida toco um fá, teremos então uma diferença perceptível ente as duas notas, relacionada a sua altura. Intervalo é o nome dado a essa diferença de altura entre duas notas quaisquer.
Porém, se eu tocar um dó seguido de um fá, certamente teremos um intervalo diferente de se eu tocar um dó seguido de um ré. Portanto fazemos a pergunta: Como podemos medir um intervalo?
Bem, existem varias formas de se medir intervalos (assim como existem varias formas de se medir distancia entre dois pontos). Porem, há uma forma de medida que é mais utilizada hoje em dia.
Se pegarmos todas as notas da escala musical usada na música ocidental atualmente, teremos as seguintes notas:
C - C# - D - D# - E - F - F# - G - G# - A - A# - B
Essas são todas as notas que existem na música, colocadas em seqüência.
Então fazemos a seguinte definição: Entre quaisquer duas notas seguidas da seqüência acima, teremos um intervalo de ½ tom entre elas.
Portanto temos assim uma definição, que nos permite medir qualquer intervalo entre duas notas.
Agora o interessante é notarmos que a diferença entre cada duas notas seguidas da lista, representa exatamente uma casa do contrabaixo.
Então podemos usar o seguinte padrão:
- 1 casa = ½ tom
- 2 casas = 1 tom
Agora temos uma forma de medir qualquer intervalo usando nosso instrumento.
Vou dar alguns exemplos:
Qual é o Intervalo ente C e D?
R: Se olharmos o baixo, e tocarmos o C na corda lá, 3a casa, e andarmos duas casas em direção ao corpo do baixo, chegaremos na nota D. Logo, ente C e D temos um intervalo de 1 tom.
Qual é o intervalo entre F e G#?
R: Se tocarmos o F na corda mi, 1a casa, teremos o G# na mesma corda, na 4a casa. Logo temos 3 casas de diferença entre as duas notas. Portanto entre F e G# teremos 1½ tons.
Qual é o intervalo entre G e F#?
R: No caso o F# está uma única casa atrás do G. A tendência seria dizer que a diferença entre as notas é de ½ tom, mas o que eu quero saber é a tonalidade entre o G e o F# (ascendente), e não do F# para o G(descendente). Portanto temos que partir do G, e chegar até aonde esta o F# no sentido ascendente. Entre os dois, teremos 11 casas de diferença, portanto teremos 5½ tons entre G e F#.
Bem, agora vou dar alguns exercícios. O segredo é achar as duas notas numa mesma corda, contar o número de casas e determinar quantos tons existem ente as notas. Lembrem-se que todos os exercícios pedem intervalos ascendentes(do mais grave para o mais agudo) São exercícios bem simples, mas é muito importante o domínio desse assunto para nossa próxima aula de harmonia funcional.
Exercícios:
1) Quantos tons existem entre C e F?
2) Quantos tons existem ente F e B?
3) Quantos tons existem entre Ab e Db?
4) Quantos tons existem entre E e B?
5) Quantos tons existem entre E e A, A e D, D e G?
6) Quantos tons existem entre E e B, A e E, D e A?
7) Quantos tons existem entre E e G#, A e C#, D e F#, G e B?
É isso ai, galera! Na próxima aula veremos a escala cromática, e passarei alguns exercícios de técnica sobre ela.
Valeu!
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Respostas:
1) 2½ tons
2) 3 tons
3) 2½ tons
4) 3½ tons
5) 2½ tons
6) 3½ tons
7) 2 tons
Posted
4:02 PM
by ALESSANDRO EUGENIO
Nessa aula abordaremos as primeiras informações sobre técnica.
De acordo com o dicionário, técnica é "um conjunto de processos de uma arte ou ciência", ou seja, nada mais é do que a forma mecânica de se produzir algo artístico, ou científico.
Por exemplo, se um escultor deseja realizar uma obra, este deverá possuir uma certa técnica para que ele consiga realizar a escultura que a sua criatividade imaginou.
Para tocarmos um instrumento é a mesma coisa. Apesar da música ser algo intuitivo, é necessário que saibamos as técnicas existentes do instrumento, para que saibamos tirar os sons provenientes de nossa criatividade musical.
Portanto, essa seção trará conceitos sobre varias formas que existem para se tocar o contrabaixo. Começaremos com uma abordagem em relação à mão esquerda, e depois introduziremos a técnica do pizzicato para mão direita.
Técnica da mão esquerda
Na história do baixo, existem duas principais técnicas para mão esquerda.
A primeira vem da forma executada para se tocar o baixo acústico. Nele, a escala (diferença entre a posições das notas) possui um tamanho maior que a do baixo elétrico, impossibilitando que se posicione um dedo para cada casa. Portanto o dedo anular servirá somente de apoio para o mínimo (figura 2.1).
Porém, alguns baixistas mudaram esse conceito, e usaram uma técnica que utiliza um dedo por casa. Isso requer uma abertura maior da mão, que não é possível se obter no instrumento acústico (figura 2.2).
É importante dizer que nenhuma das duas técnicas utilizadas é melhor que a outra. As duas funcionam muito bem, e trazem excelentes resultados. Você devera optar por uma delas, e essa será o padrão de mão durante a execução dos exercícios.
O dedão tem a função de dar o apoio quando você pressiona uma nota. Ele deverá estar bem centralizado, sempre tentando acompanhar o nível dos demais dedos(figura 2.3).
Cuidado para não posicionar o dedão muito em cima, ou muito embaixo. Isso prejudicará sua performance, e ainda poderá fazer mal à sua saúde. Outra coisa importante é não apertar a corda com a ponta do dedo, e sim com a parte mais cheia do dedo, proporcionando uma melhor sonoridade.
Técnica da mão direita (pizzicato)
Em relação à mão direita, muitas técnicas foram desenvolvidas. Iniciaremos aprendendo a técnica mais utilizada, que é a do pizzicato. Futuramente estaremos introduzindo outros tipos de técnica.
O pizzicato consiste em tocarmos as notas com os dedos indicador e médio, de forma alternada, conseguindo, assim, uma boa velocidade. É uma técnica muito utilizada por violonistas de música flamenca.
Porém, existem alguns detalhes que devem ser considerados para uma correta execução da técnica.
É extremamente importante que exista algum apoio para o peso da mão durante a execução da técnica. Para isso, usamos o dedão. Apoiamos o dedão num dos captadores, fazendo com que a mão fique relaxada e se concentre somente nos movimentos dos dedos (figura 2.4). Podemos também apoiar na primeira corda (figura 2.5), mas quando precisarmos tocar essa corda, devemos transferi-lo rapidamente para o captador. Recomendado para quem possui baixos de cinco ou seis cordas.
 
Quando tocamos qualquer seqüência de notas que vai da corda Mi para as cordas mais embaixo, a tendência é que essa corda de cima fique ressoando, deixando o som poluído. Para evitar isso, usamos uma técnica de abafamento, utilizando os dedos anular, mínimo e polegar para abafar as notas que não estão sendo tocadas (figura 2.6). Estarei abordando esse assunto melhor na próxima lição de técnica.
A mão deverá ser curva em relação ao antebraço. Nunca deixe o ângulo entre a mão e o antebraço perto de 90 graus, e nem perto de 180 graus. Procure um meio termo, de forma que você se sinta relaxado tocando.
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3:53 PM
by ALESSANDRO EUGENIO
Braço do contra baixo
Observe abaixo um desenho com as notas do contrabaixo no braço do instrumento:
Para indicar as notas, usamos o esquema de cifras, em que cada letra corresponde a uma nota.
C ¿ Dó
D ¿ Ré
E ¿ Mi
F ¿ Fá
G ¿ Sol
A ¿ Lá
B ¿ Si
# - sustenido (uma casa para a direita)
É importante para um bom baixista saber de cór a posição das notas no instrumento. Para isso sugiro começar com as cordas soltas: E, A, D, G. Depois decore pelo menos uma posição das notas que faltam. Após isso, memorize uma posição para cada nota, diferente daquela que você já conhecia. E assim sucessivamente.
Outra dica é puxar cifras na net de músicas que você conhece, e treinar com elas. Aos poucos, você vai decorar os nomes das notas, e decorar as notas no braço do baixo de forma mais prática e intuitiva.
De qualquer forma, não tente decorar todas as notas de um dia para o outro. Aos poucos, com prática e estudo, você aprenderá automaticamente.
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